por Rick Whiting, CRN EUA, 13/07/2010

No evento global de canais, executivos da fabricante desmistificam a obtenção de lucros com os serviços da marca
A Microsoft não está desacelerando sua agressiva ida à nuvem, segundo o CEO Steve Ballmer, em palestra durante o Worldwide Partner Conference, deixando claro que esta é uma diretriz que ele quer que seu canal siga. “Esse é um movimento assustador”, disse ele, reconhecendo que a nuvem representa uma séria mudança nos modelos de negócios tanto para a Microsoft, quanto para os canais. Mas ele afirma: “Se você não quer ir para a nuvem, então nós não somos a sua empresa. É uma mudança que nos permite entregar um novo valor de negócios”.
Muito de seu discurso ficou voltado a “oportunidades e responsabilidades” que a nuvem cria. Hoje, há mais de 10 mil clientes pagantes de Windows Azure, que entrou no mercado há cinco meses e é usada por empresas como Starbucks, 3M e GlaxoSmithKline.
Ballmer disse que a computação em nuvem não está mais em sua fase experimental para muitos usuários. “Esta oportunidade é real e concreta e disponível para todos nós”.
Mais tarde, Stephen Elop, presidente da Microsoft”s Business Division, pediu aos canais que desfaçam a ideia de que não se pode fazer dinheiro revendendo serviços Microsoft. Ele citou um estudo feito com 40 clientes de Microsoft Online Services vendidos por canais (valor médio do acordo em US$ 24 mil) e concluiu que cada um deles gerou US$ 167 por usuário em receita ao canal. Isso inclui US$ 35 de serviços gerenciados, como gerenciamento de desktop, US$ 66 de consultoria de negócios e customização, US$ 47 de migração e serviços de integração, e US$ 20 de taxas de gravação.
“Não é mais uma questão de ‘se”, mas de ‘quando” nossos clientes devem mover-se para a nuvem. De forma crescente, nossos clientes estão comprando suítes de serviços online”, disse Elop.
Ballmer usou seu discurso como uma oportunidade de revidar a críticos que argumentam que thin clients e devices móveis vão dominar num mundo centrado na nuvem, sem um papel para PCs – ainda uma questão core para a Microsoft. “Eu não acredito que a nuvem é um lugar onde os thin clients vão assumir”. Uma vez que os devices dos clientes sao uma preocupacao, Ballmer disse que a empresa vai forçar agressivamente o Windows 7 e o Windows Phone 7 para tablets e smartphones, respectivamente. “Esta é uma area incrivelmente importante para nós. Nós temos mesmo que forçar isso como uma perspectiva Microsoft”.
Diversos fabricantes, inclusive Dell, Samsung, Toshiba, Sony, Lenovo e HP estão desenvolvendo tablets baseados no Windows 7 para competir com o iPad, da Apple. Da mesma forma, Ballmer nomeou HTC, Dell, Samsung e LG como empresas que planejam usar o Windows Phone 7 em seus novos produtos. Em um momento de franqueza, Ballmer admitiu que a Microsoft “perdeu uma geração com o Windows Mobile,” seu sistema operacional móvel anterior.

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