por Celia Santos: http://www.decisionreport.com.br/publique/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=6657&sid=1

Apesar da velha métrica de que no Brasil as empresas gastam 70% dos recursos de TI com manutenção, a maioria dos fornecedores concorda que os bancos estão atentos à inovação tecnológica. Mas são poucos que apontam onde exatamente o setor que mais investe em TI vai arriscar o budget da inovação.

Diante do discurso sobre a Geração Y, proclamado no decorrer desta semana no CIAB 2010, pode-se concluir que o setor financeiro gastará parte significativa em novos “brinquedinhos” para facilitar a vida dos consumidores conectados, certo? Rafael Dan Schur, responsável pelo Centro de Soluções da Indústria Financeira da IBM, responde que até pode haver serviços novos neste sentido, mas a aposta dos bancos para inovação tecnológica será mesmo dentro de casa.

“Medir inovação é um desafio, mas um dos critérios é o nível de eficiência operacional, além do crescimento da receita. Hoje os bancos já têm um bom índice, mas ainda há bastante espaço para melhorias, principalmente, no que se refere a tratamento de dados, informação do cliente e gestão de riscos”, observa Schur.

Ele explica que as instituições sabem que, apesar da baixa percepção do cliente sobre a inovação dentro de casa, o investimento tem mais chance de reverter em receita e, consequentemente, suportar os “brinquedinhos” do futuro na oferta de serviços bancários. Schur, no entanto, não acredita que haja respostas para o desafio da mobilidade no Brasil quando se pensa em modelo de negócios.
“Não há ainda um consenso se mobilidade é um novo produto do setor financeiro ou um novo canal para a realidade local. Hoje o Brasil mais copia do que cria nesta área, que já tem casos bem sucedidos em países da África, por exemplo. Estamos ainda na fase de análises para ter condições de inovar de acordo com perfil da demanda brasileira”, revela.

Essa é uma das razões pela qual a IBM apostou em apresentar soluções mais voltadas aos desafios operacionais durante o CIAB 2010, explica Paul Sorelli, arquiteto de sistemas na área de finanças da IBM. Entre eles estão como administrar o uso do papel nos processos de concessão de crédito com documento eletrônico ou reduzir o custo das agências com terminais thin client que, agora, são capazes de integrar com os demais periféricos do ambiente tecnológico.

Sorelli diz que a IBM apresenta também possibilidades de serviços com uso de ferramentas de redes sociais. Vale ressaltar, entretanto, que o discurso de Schur vai de encontro com as tendências de governança de TI, que passa pelas siglas BPM e BI, além da ênfase em gestão de riscos.

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