por: http://computerworld.uol.com.br/tecnologia/2010/06/30/ti-tem-papel-central-na-reducao-de-co2e-defende-especialista/

A tecnologia responde por 1,4% da emissão dos gases de efeito estufa, mas suas soluções podem contribuir com 34,3% do potencial de redução.


Da emissão global de gases efeito estufa, ou CO2 equivalente, 1,4% vem da tecnologia da informação, sendo 34% com servidores e infraestrutura, 9% com impressoras e 57% com PCs e monitores, segundo dados apresentados por Renata Serra, diretora da Booz & Co.  De 52 Gigatoneladas de CO2e de emissões projetadas para 2020, a consultoria estima um potencial de redução de 22 GTons, dos quais 8 GTons poderiam ser cortados graças ao uso de tecnologias da informação.
Melhorias gerais nos ambientes de processamento podem gerar economias de até 40% no consumo de eletricidade, por meio do somatório de ganhos obtidos em soluções como virtualização de servidores (10% a 35%), sistemas de gerenciamento de força em PC e servidores (4% a 8%), melhorias na refrigeração de data centers (até 10%), entre outros.
A consolidação de data centers é capaz de gerar 75% de economia de energia no ar-condicionado e de 40% no total do ambiente; enquanto thin clients prometem menos 25% de gastos com energia.
A lista de tecnologias indutoras de diminuição de pegada de carbono da consultora inclui, ainda, desligamento de equipamentos não utilizados, compra de equipamentos recicláveis e a reciclagem de consumíveis, impressão dupla face, teleconferência e cabeamento de energia. Aliás, essa última questão é um problema futuro para muitas empresas. “Por enquanto, há quilômetros e quilômetros de cabo escondidos debaixo dos pisos. Um dia, vamos ter que lidar com eles”, advertiu o diretor de TI do Grupo Pão de Açúcar, Alexandre Vasconcellos.

Ele lembrou, também, que as discussões em curso sobre pagamento móvel poderiam evoluir para a emissão de notas fiscais eletrônicas para o consumidor, por exemplo, nos celulares. Medida, contudo, que exigiria mudanças na legislação. A mobilidade é ferramenta importante para evitar deslocamentos, na opinião do diretor de TI do Itaú, João Bezerra. Ele adianta que o banco está estimulando internamente a troca de celulares para modelos inteligentes, para que muitas operações possam ser executadas remotamente.

Outras soluções, dessa vez na área de consumo de combustível, envolvem, segundo Renata, sistemas de gerenciamento de frota e para controle de gasto de combustível. “Transporte é igual cigarro; agora, virou uma arma contra a gente: quem ainda acha politicamente correto fumar?”, perguntou o CIO da General Motors do Brasil, Claudio Martins, presente ao encontro sobre sustentabilidade promovido hoje, em São Paulo, pelo Itaú. “Mas, carro, para mim, é um vetor de liberdade”, diz ele, que aposta no uso do etanol como solução para o futuro do transporte no Brasil. “Essa ideia do carro elétrico, se todo mundo pensa que vai ter um, a coisa não é assim. A bateria é cara, a tecnologia é cara. Mas o Brasil tem o álcool.”

O CIO destacou, ainda, o uso dos GPS para indicar trajetos mais curtos ou com menos congestionamentos. Além disso, na indústria automobilística ele lembra que a tecnologias da informação permite reduzir, por exemplo, de 5 toneladas para 2 toneladas a quantidade de material usado em crash test (testes de impacto). 

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